Músico, compositor, cantor, produtor e educador musical.

Iniciou os estudos de música aos 14 anos na Escola de Música da OSPA e formou-se em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entre os parceiros de composição estão Arnaldo Antunes, Arthur de Faria, Jerônimo Jardim, Leandro Maia, Mar Becker, Nelson Coelho de Castro, Raul Ellwanger, Ronald Augusto, Sérgio Napp, Tatiana Cruz, entre outros. Tem cinco discos gravados, pelos quais ganhou alguns Prêmios Açorianos de Música: Quebra Cabeça (grupo instrumental - 1994); Marcelo Delacroix (2000); Depois do Raio (2006) e Canciones Cruzadas (2013). Seu mais recente disco Tresavento (2020) foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Cantor e Compositor.

Integrou os grupos Conjunto de Câmara de Porto Alegre (música medieval e renascentista), Grupo Santa Preguiça (música popular), Bando Barato Pra Cachorro (samba dos anos 30), Grupo Quebra Cabeça (música instrumental).

Em 1995 fez seu primeiro show individual no Teatro Renascença, em Porto Alegre, prenunciando o seu primeiro disco.

Suas trilhas para Teatro e Dança também lhe valeram alguns prêmios. Atua como educador musical, ministrando cursos e oficinas de musicalização, para crianças e adultos. Coordena três grupos de canto: o Grupo de Canto Sol de Si, o Quartas Cantantes e o Grupo de Quinta.

 

Minhas memórias musicais

Nasci em Curitiba/PR, em julho de 1966, mas fui criado em Porto Alegre/RS, de onde saiu minha família, e pra onde voltaram quando completei 5 anos. Sou o “filho do meio” de 5 irmãos e, graças à eles, pais e irmãos, tive em casa sempre um ambiente musical. Ninguém tocava instrumento, mas ouvir música e cantarolar pela casa era um hábito natural.

Aos 3 anos de idade pedi pro meu pai um “violhão”, que logo estava sem cordas, sendo usado como cavalo de pau, carro de corrida, ou cenário de grandes aventuras. Entre os 6 e os 9 gostava de cantar nas aulas de música na escola. Em casa escutava músicas e imitava o solo de guitarra com um cabo de vassoura.

Aos 12, comecei a investir todo o dinheiro da merenda na compra de discos. Eram 2 LPs a cada 15 dias. E fui mapeando meus gostos: os grandes da música brasileira, o rock dos 70, Tropicália, Clube da Esquina, os nordestinos, jazz, música instrumental, folclore, musica latino-americana...

Em 1979, com 13 anos, passei a assistir à todos os shows que podia. Os shows dos Projeto Pixinguinha e Projeto Unimúsica da UFGRS eram programações confirmadas. E quando vi os shows "Deu pra Ti, Anos 70" de Nei Lisboa e o do grupo Musical Saracura, entendi que era isso o que eu queria fazer.

Comecei a aprender a tocar violão como autodidata e no ano seguinte formei meu primeiro grupo com um colega da escola e amigos do bairro: o Trança de Palha. Resolvi estudar e ingressei na Escola de Música da OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre). Em 1985, ingressei na Faculdade de Música da UFRGS, primeiro no curso do bacharelado em violão, migrando mais tarde para o curso de licenciatura.

Toquei em bares, participei de corais, festivais, dei aulas... E participei de muito grupos, entre eles o Conjunto de Câmara de Porto Alegre, de música medieval e renascentista (1983/1984); o Santa Preguiça, de música autoral com pesquisa da musica regional (1985/1986); o Bando Barato pra Cachorro (1990-1993), com sambas dos anos 30 e 40 — ganhador dos prêmios Açorianos de Grupo Revelação em 1990 e Melhor Grupo em 1991 —; e o grupo Quebra Cabeça, de música instrumental autoral, formado dentro da faculdade de música, e que gravou um disco de mesmo nome, sendo indicado ao prêmio Açorianos de Melhor Disco Instrumental.

Em 1995, fiz meu primeiro show solo com composições próprias, e no ano 2000 lancei meu primeiro disco individual — Marcelo Delacroix —, ganhador do prêmio Açorianos de Melhor Disco MPB, tendo sido indicado também aos prêmios de melhor cantor e melhor compositor.

O segundo disco — Depois do Raio — veio em 2006. Ganhou os prêmios Açorianos de Melhor Disco de MPB e Melhor Disco do Ano. Traz composições em parceria com Arnaldo Antunes, Arhtur de Faria, Ronald Augusto. Em 2008, fiz um pequena turnê pela Europa, tocando na Bélgica e na Espanha.

Lancei em 2013 o disco Canciones Cruzadas, em parceria com o compositor uruguaio Dany López, indicado ao prêmio Açoriano de Melhor Disco e Melhor Cantor.

Fiz diversas trilhas e direção musical para Teatro e Dança, e ganhei alguns prêmios por isso, com destaque para Homem Branco e Pele Vermelha, A Bota e sua Meia, Os Crimes da Rua do Arvoredo, Sonho de uma Noite de Verão, Létis e Cuco, entre outras. Tenho alguma experiência  com trilhas de TV, vídeo e cinema, como a série Sul Sem Fronteiras (TVE/RS), o documentário Um Risco no Céu (Histórias Curtas RBS, RS) e o filme A Paixão de Jacobina.

Trabalho ainda como educador musical, com crianças e adultos, em grupo e oficinas.